"Coisas Avulso" que vejo e gosto, sem um tema específico, sem tonalidade definida, sem contexto, sem introdução ou explicação, sem nada de coisa alguma, sem homogeneidade ou obrigatoriedade...
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O amor, quando se revela, não se sabe revelar.Sabe bem olhar p'ra ela, mas não lhe sabe falar.Quem quer dizer o que sente não sabe o que há de dizer.Fala: parece que mente. Cala: parece esquecerAh, mas se ela adivinhasse, se pudesse ouvir o olhar,E se um olhar lhe bastasse pr'a saber que a estão a amar!Mas quem sente muito, cala;Quem quer dizer quanto sente fica sem alma nem fala,Fica só, inteiramente!Mas se isto puder contar-lheO que não lhe ouso contar,Já não terei que falar-lhePorque lhe estou a falar...
(Fernando Pessoa)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
-Fernando Pessoa-
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Teus olhos entristecem
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham esquecem...
Não me ouves, e prossigo.
Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.
Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.
Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo.
Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil.
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham esquecem...
Não me ouves, e prossigo.
Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.
Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.
Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo.
Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil.
-Fernando Pessoa-
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